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Candlemass - Chapter VI [1992]

segunda-feira, 4 de julho de 2011

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O Chapter VI é o quinto álbum da banda sueca de Doom Metal Candlemass, e é talvez o trabalho que requer os maiores cuidados ao ser analisado graças aos diversos fatores que o tornaram o disco mais subestimado – e as vezes até esquecido – da discografia da banda.

O Candlemass é uma daquelas bandas precursoras de um estilo, que inventou o próprio som e criou diversos filhotes, influenciou uma legião de bandas e atingiu o auge da carreira como um expoente no estilo que ajudou a criar; e depois de lançar um petardo atrás do outro com a formação clássica e a mesma fórmula que os deixou no auge, foi acometida por um mau que atinge as melhores famílias: problemas internos envolvendo direitos, egos e tudo que se pode imaginar.

O resultado disso foi a saída do vocalista Messiah Marcolin, dono da voz que consagrou a banda, que conquistou milhares de fãs e que era até então “a voz do Candlemass”. Porém agora havia deixado de ser. Entra na banda Thomas Vikström, vocalista que vinha de uma banda de hard rock, e dessa fusão sai o álbum em questão.

O Chapter VI é diferente de tudo que havia sido lançado pela banda, uma das maiores obras-primas dos anos 90, mas como já foi dito, continha outra fórmula e outro vocalista, motivos mais que suficientes para criar um estranhamento por parte dos fãs, o que fez com que o álbum fosse um fracasso em termos de vendas. Uma pena, pois eu o considero um dos melhores trabalhos da banda, e o auge criativo de Leif Edling.

No Chapter VI a banda não deixou de lado suas características principais, todo o clima épico está ali, porém agora há uma veia Heavy Metal muito mais forte, com riffs rapidos e o vocal de Thomas Vikström mais agressivo e melódico (paradoxal eim?) e menos operístico que o de Messiah. Vikström se mostra um vocalista extremamente versátil e talentoso e consegue projetar a voz da maneira que a música pede sem exageros e com feeling de sobra, é simplesmente um trabalho fantástico que merece ser apreciado por todo fã de música.

Nesse álbum a banda trabalha muito bem o instrumental, sem mudanças escandalosas, todos os elementos que os consagraram estão lá, alguns mais evidenciados, outros aparecem menos, a maior mudança é por conta dos teclados que estão muito mais trabalhados, porém de maneira bastante lúcida, sem comprometer o som, apenas acrescentando.

A primeira faixa do disco, The Dying Illusion, assusta um pouco quem está acostumado com o trabalho que vinha sendo desenvolvido anteriormente, é uma musica muito mais direta, com elementos progressivos e uma veia Power Metal bem evidente. Muito boa.

A segunda faixa, Julie Laughs No More, se aproxima muito mais da sonoridade que consagrou a banda, mas se me permitem dizer, a estrutura dela, os riffs e a linha vocal só me fazem lembrar algumas composições de Jeff Waters (Annihilator), será que é possível essa ligação? Provavelmente é só viagem minha, mas vai saber...

Where The Runes Still Speak merece uma atenção especial, é uma das minhas favoritas do disco, uma daquelas musicas que vai crescendo, conduzida magistralmente pelas guitarras e a linha vocal é incrível, e o solo bem encaixado com teclados e uma influência de Ritche Blackmore (remete muito ao Rainbow) fantástica.

The Ebony Throne tem um riff mais denso, uma atmosfera bastante presente nos primeiros trabalhos da banda, o riff apenas conduz o ouvinte ao refrão (excelente por sinal), e o solo destoa um pouco do resto da música, porém cumpre o seu papel, apesar de não parecer é uma das minhas favoritas.

Um teclado introduz a Temple of The Dead, e o riff que vem depois dele é um dos que mais remete ao Candlemass clássico, excelente composição. Destaque para os vocais do Thomas.

Aftermath é a sexta faixa, e a que mais foge do estilo da banda, os vocais poderiam ser encaixados em uma musica do Malmsteen, o próprio refrão é bem diferente, e o solo é fenomenal, um dos melhores do disco, cheio de boas influências.

Black Eyes é aquele Doom Metal sem frescuras, eu amo os riffs dessa musica, destaque para ela também, ouça essa musica até sentir que ela faz parte da sua vida, ehehehhe


Finalmente, a musica que fecha o disco é a The End of Pain, e fecha com chave de ouro, segunda melhor musica de encerramento de um disco do Candlemass que me vêm à cabeça no momento(depois é claro de A Sorcerer’s Pledge do Epicus Doomicus Metallicus), gosto muito dessa faixa, os riffs são excelentes e o solo é lindo, o que aliás é bem comum no Candlemass. 

Outro destaque deste disco fica por parte das letras, é raro ver um trabalho de Metal com uma preocupação tão grande na parte literária, vale a pena para os que não são fluentes em inglês (como eu) procurar na internet a tradução das músicas.

Sei que eu pequei em alguns aspectos nessa análise, falei muito do Thomas, pouco do Leif e quase nada dos outros membros. O Leif é o baixista e “o cara” da banda, principal compositor (acho que ele compôs todas as musicas) e letrista da banda, portanto nem preciso falar muito, e se fosse falar de cada membro a análise ficaria imensa.


Enfim, Chapter VI é um dos álbuns mais subestimados do Candlemass, e ironicamente um dos melhores, recomendadíssimo!!

Tracklist:
01 - The Dying Illusion
02 - Julie Laughs No More
03 - Where The Runes Still Speak
04 - The Ebony Throne
05 - Temple Of The Dead
06 - Aftermath
07 - Black Eyes
08 - The End Of Pain

Banda:
Thomas Vikström - vocals
Lars Johansson - lead guitar
Mats "Mappe" Björkman - rhythm guitar
Leif Edling - bass
Jan Lindh - drums

Download: http://www.mediafire.com/?u7rq49yg644l067

Alice In Chains - Dirty [1992]

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O Alice In Chains é uma banda de grunge de Seattle, surgiu na cena musical em 1987, apesar do rotulo “Grunge” sua sonoridade em pouco lembra bandas como Nirvana e Pearl Jam, fica evidente ao escutar as musicas a forte influência de Black Sabbath, com melodias bem trabalhadas e refrões pegajosos, foi sem dúvida, um dos grandes marcos dos anos 90, com sua faixas sendo executadas em exaustão na MTV, e aparecendo em diversos filmes, como “O Pentelho”, “Vida de Solteiro”, “O Balconista” e "Falcão Negro em Perigo”.

Com o advento dos “guitar games”, também figura grande posição, aparecendo em praticamente todas as versões do jogo Guitar Hero, GTA e nas franquias de ação da Eletronic Arts.

Dirt, o álbum de hoje, lançado em 1992 é considerado por muitos a obra prima da banda, com um clima denso, representa bem o momento vivido pelo vocalista, Layne Stanley, no auge do seu vício em heroína, tudo soa muito desesperado, angustiante, porém por vezes reflexivo e apaixonante.

O conteúdo lírico de Dirt inclui exames sobre o amor em "Down In A Hole" e "Rain When I Die", ainda que o tema principal seja o vicio em drogas. As canções "Sickman", "Junkhead", "Dirt", "God Smack", "Hate to Feel" e "Angry Chair" são baseadas nas experiências de Staley com as drogas e formam o semi-conceito do álbum.



Tom Araya, do Slayer, participou de uma pequena faixa parodiando a intro da musica “Iron Man”, do Black Sabbath, chamada “Iron Glad”, talvez o único momento descontraído durante todo o álbum.

Não tem como destacar uma única faixa, como uma grande obra renascentista, todas merecem atenção, impossível não viciar!

Bom Apetite!

Tracklist:

1. "Them Bones" – 2:30
2. "Dam That River" – 3:09
3. "Rain When I Die" – 6:01
4. "Down in a Hole" – 5:38
5. "Sickman" – 5:29
6. "Rooster" – 6:15
7. "Junkhead" – 5:09
8. "Dirt" – 5:16
9. "God Smack" – 3:50
10. "Iron Gland" (unlisted) – 0:43
11. "Hate to Feel" – 5:16
12. "Angry Chair" – 4:47
13. "Would?" – 3:28







      Line-up:
Layne Staley – vocal, guitarra
Jerry Cantrell – guitarra, vocal
Mike Starr – baixo
Sean Kinney – bateria









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